Pós-operatório

Pós-operatório de cirurgia plástica: cuidados semana a semana

Guia prático do pós-operatório de cirurgia plástica: repouso, cinta, drenagem linfática, alimentação, retorno ao trabalho e aos exercícios, e sinais de alerta.

Por Dr. Antônio Carlos Vieira 8 min de leitura
Sala de atendimento onde são feitos os retornos de pós-operatório em Belo Horizonte.

Grande parte do resultado de uma cirurgia plástica é definida depois da sala cirúrgica. O pós-operatório exige disciplina, paciência e acompanhamento — e é onde a parceria entre paciente e equipe médica faz mais diferença.

Primeiras 48 horas

  • Repouso relativo, com pequenas caminhadas dentro de casa para prevenir trombose;
  • Medicação nos horários prescritos, sem automedicação;
  • Uso contínuo da cinta ou do sutiã cirúrgico, conforme a cirurgia realizada;
  • Hidratação e alimentação leve.

Semana 1

O inchaço atinge o pico e é normal sentir desconforto e rigidez. Curativos e pontos são avaliados no primeiro retorno. Evite dirigir enquanto estiver usando analgésicos fortes ou com mobilidade limitada.

Semanas 2 e 3

Costuma ocorrer o retorno a atividades leves e ao trabalho de escritório, conforme liberação médica. A drenagem linfática, quando indicada, é iniciada e ajuda a reduzir edema e endurecimentos. Continue evitando esforço físico e pegar peso.

Semanas 4 a 6

Caminhadas leves são geralmente liberadas. O inchaço já diminuiu de forma perceptível, mas oscilações ao longo do dia continuam sendo normais. Cicatrizes entram na fase de amadurecimento e exigem proteção solar rigorosa.

A partir de 60 dias

Exercícios de maior intensidade voltam de forma progressiva, sempre com liberação individual. Em cirurgias corporais como a abdominoplastia e a Lipo HD, o resultado definitivo aparece entre 3 e 12 meses.

Cuidados com a cicatriz

  • Fotoproteção diária, mesmo em áreas cobertas por roupa;
  • Uso dos produtos ou fitas indicados pelo cirurgião;
  • Não aplicar receitas caseiras sobre a cicatriz;
  • Comunicar alargamento, coceira intensa ou relevo excessivo nos retornos.

Sinais de alerta — procure o médico

  • Febre persistente;
  • Dor que aumenta em vez de diminuir;
  • Vermelhidão, calor local ou secreção com odor;
  • Falta de ar, dor no peito ou dor intensa na panturrilha;
  • Assimetria súbita ou aumento rápido de volume em um dos lados.

O papel dos retornos

As consultas de acompanhamento existem para ajustar condutas, identificar precocemente qualquer alteração e orientar a evolução. Não deixe de comparecer, mesmo que esteja se sentindo bem.

Próximo passo

Se você está planejando uma cirurgia em Belo Horizonte e quer entender como será a sua recuperação, agende uma avaliação com o Dr. Antônio Carlos Vieira.

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